HANGOUT APJF – Grupos Consultivos


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No passado dia 24 de Março, no primeiro Hangout da nova Direcção da APJF, realizado no Hotel Mundial, em Lisboa, decorreu a apresentação dos Grupos Consultivos de Análises Clínicas, Farmácia Comunitária e Farmácia Hospitalar. Nesta ação de lançamento pudemos contar como orador com o Dr. Eurico Pais, em representação da Ordem dos Farmacêuticos, que partilhou connosco algumas considerações sobre o sector Farmacêutico, e em particular sobre as áreas assistenciais do mesmo.

No decorrer da sessão de lançamento, e após a apresentação dos elementos que vão compor estes mesmos grupos de trabalho, pudemos perceber quais as grandes questões e desafios que se colocam em cada uma das áreas no entender quer dos coordenadores quer dos restantes elementos dos grupos.

De forma sucinta podemos destacar algumas das grandes questões levantadas por cada grupo em cada um dos sectores.

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No domínio da Farmácia Comunitária considerou-se que é uma mais valia que exista uma especialização por áreas de atividade farmacêutica, não só durante a pré-graduação do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, mas também, e de forma contínua, após a graduação, de forma a consolidar os conhecimentos adquiridos, de modo a que o farmacêutico comunitário aumente continuamente a sua autonomia técnico científica e seja um profissional diferenciado e independente na sua área de atividade, seja dentro da Farmácia Comunitária, seja fora do espaço da Farmácia Comunitária. Por este motivo, a valorização do ato farmacêutico torna-se ainda mais necessária.

No relativo ao desenvolvimento de carreira farmacêutica para os jovens farmacêuticos na Farmácia Comunitária, focou-se a pouca diferenciação e valorização que por vezes é atribuída a estes profissionais quer pela sociedade quer pelas próprias equipas das farmácias, urgindo por isso a implementação de estratégias que valorizem o farmacêutico comunitário para que a Farmácia Comunitária ocupe um lugar de destaque no sistema de saúde e, consequentemente o trabalho do farmacêutico saia valorizado seja por via de novos serviços, remuneração do ato farmacêutico ou pela própria inovação tecnológica.

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No domínio da Farmácia Hospitalar, foi partilhado pelos presentes aquele que é o seu ponto de vista sobre o exercício da sua profissão. Os Farmacêuticos Hospitalares acreditam e sentem que existiu um retrocesso naquilo que é o envolvimento e competência do farmacêutico hospitalar no seu trabalho do dia-a-dia e que, desta forma, não se está a dar resposta às várias áreas que eles mesmos podem assegurar no espaço da farmácia hospitalar e do hospital. Foi abordada ainda a possibilidade de existirem subespecialidades, que derivem da Especialidade, devido a toda a diversidade e diferentes papeis que o Farmacêutico Hospitalar pode desempenhar no ciclo de intervenção hospitalar.

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No domínio das Análises Clínicas e Genética Humana podemos destacar a necessidade de investimento na divulgação desta mesma saída profissional, junto dos estudantes e faculdades, para que a via profissionalizante e da formação pós-graduada possa ser percorrida de forma o mais otimizada possível. Esta questão é de fulcral importância, nomeadamente ao nível do acesso à Especialidade em Análises Clínicas que, pelo programa exaustivo de acesso e pela duração do próprio estágio e exames, se torna muito difícil de obter e consequentemente afasta os jovens a optar por esta via profissional. Deverá ser procurado um caminho de discussão e eventual remodelação no acesso a esta mesma Especialidade, sem colocar em causa as competências e autonomia técnico-científica que da mesma advém atualmente.  O Farmacêutico tem um lugar tradicional e uma renovada oportunidade de futuro nesta especialidade dado que o mercado começa a carecer destes profissionais, sejam Farmacêuticos Analistas Clínicos sejam Médicos Patologistas Clínicos.

No respeitante ao lugar do farmacêutico em outras funções no laboratório clínico, de destacar a concorrência enfrentada pelos farmacêuticos por outros profissionais de saúde e engenharia, pelo que o farmacêutico deverá procurar diferenciar-se nas várias valências laboratoriais, de tecnologias de informação ou gestão de sistemas da qualidade para voltar a ser competitivo nestes domínios, dado que atualmente o mercado tem incorporado em quantidade superior outros profissionais de saúde.

Como perspetivas de futuro de destacar que a publicação da carreira farmacêutica no sector público bem como o estabelecimento de um futuro internato hospitalar para as análises clínicas e genética humana irá significar uma carreira devidamente estruturada, e com progressão, tornando-se numa carreira novamente viável para os jovens farmacêuticos.

Está assim feito o lançamento e aberta a discussão nos Grupos Consultivos, com motivação e vontade em melhorar e gerar a mudança nestes três domínios da profissão.

Iremos debater e discutir abertamente os temas que hoje mais preocupam o futuro desta área do sector.

Contamos com o envio das tuas opiniões!

geral@apjf.pt

Farmácia Comunitária: farmacia.comunitaria@apjf.pt

Farmácia Hospitalar: farmacia.hospitalar@apjf.pt

Análises Clínicas: externas.farmaceutico@apjf.pt