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Mensagem da Direcção
Caros colegas,
É com enorme orgulho que hoje assumo o meu papel na nova estrutura associativa da APJF, com a presença de convidados tão honrosos.
Quero começar por dirigir o meu cumprimento e agradecimento a todos os elementos que se disponibilizaram a integrar esta nova equipa. É para mim um privilégio contar com a vossa confiança e empenho. Obrigado por me acompanharem nesta aventura!
Assumo perante vós que será com toda a minha dedicação e enorme sentido de responsabilidade que desempenharei as minhas funções.
Para este novo mandato procurámos reunir um grupo de jovens farmacêuticos dinâmicos a exercer em diversos domínios da profissão e em várias regiões do país. Estamos assim preparados para conhecer e apoiar os colegas que vivam as mais variadas realidades.
A equipa que hoje toma posse terá enorme responsabilidade numa época difícil para o país e em particular para a classe farmacêutica. No sector e sobretudo no que respeita aos profissionais mais novos, começamos a deparar-nos com graves problemas de desemprego, fruto das dificuldades económicas que se vivem na nossa área. As empresas estão fragilizadas por abruptas e repetidas alterações legais com graves consequências económicas. O importante papel que farmácias, distribuidores e indústria representam na sociedade portuguesa parece esquecido pelos decisores políticos. Talvez o grande engano na discussão pública e política de matérias, no sector do medicamento e cuidados de saúde seja o especial enfoque dado à vertente económica da nossa actividade e não àquilo que deveria ser primordial: o beneficio para a comunidade que representa o nosso papel junto do doente. Como jovens renegamos por completo a imagem redutora de classe economicamente privilegiada com interesses puramente comerciais. São os valores da ética e da qualidade que nos motivam e é por dedicação ao benefício público que diariamente se exerce a actividade farmacêutica. A nova Direcção da APJF defenderá sempre estes ideais. O exercício da actividade farmacêutica seja em que sector for, tem como fim primordial a melhoria da Saúde da população. Agora, é certo que para que possamos ser farmacêuticos temos de ter a possibilidade de trabalhar. Temos de continuar a poder desenvolver a nossa actividade especializada nas farmácias, nos laboratórios, hospitais, distribuidores e em tantas outras Instituições. Estou certo que por Portugal e pelos portugueses, nós farmacêuticos, nunca cruzaremos os braços. Desejo é que contemos também com o justo reconhecimento da classe política.
A Associação Portuguesa dos Jovens Farmacêuticos não está aqui para fazer reivindicações em nome dos jovens pelo simples facto de sermos jovens. A APJF tem de identificar os problemas mas quererá sempre ajudar na descoberta das soluções. Por isso, faremos por aproximar os profissionais e promover o relacionamento dos farmacêuticos com as organizações. Porque juntos fazemos ainda melhor, desenvolveremos reuniões e fóruns de discussão. Participaremos e realizaremos também iniciativas conjuntas com outras associações sectoriais.
Tendo em conta a forte concorrência de outras classes profissionais, no exercício de funções que outrora eram exclusivas do farmacêutico, queremos continuar a ser os mais bem preparados. Hoje e no futuro, em resposta às alterações legais e à tendência economicista das empresas, o farmacêutico só se poderá defender com a qualidade do seu trabalho. Neste domínio, a formação é essencial. A APJF estará disposta a colaborar com as Universidades, e respectivas associações de estudantes, de forma a garantir que os planos curriculares estão devidamente adequados aos desafios da realidade profissional. Por outro lado procuraremos desenvolver programas de formação especificamente destinados aos jovens farmacêuticos.
Durante o mandato que agora se inicia desenvolveremos também uma bolsa de emprego que responda aos desafios dos novos tempos, constituindo uma porta de entrada no mercado de trabalho para os jovens profissionais.
Junto da sociedade adoptaremos sempre uma atitude positiva que demonstre o importante papel do farmacêutico. Queremos contribuir para que tal como até então tem acontecido, o farmacêutico mereça dos mais elevados índices de confiança, quando avaliado pela população. Tenho a certeza que os farmacêuticos portugueses estarão sempre perto das pessoas.
Enfim, a APJF tem projectos e uma equipa motivada em cumpri-los. Estamos preparados para o futuro. E o futuro já começou.
Muito obrigado!
O Presidente
Duarte Santos
Triénio 2011/2014 |